Eu, viciada no Netflix, me confesso


Desde que tenho acesso ilimitado à internet, que me lembro de fazer downloads. Sim, passei pelo eMule, Limewire e tantos outros que tais. Depois seguiram-se os sites de streaming, como o Wareztuga, que nunca tinham uma vida muito longa. [Lembram-se quando o filme ou a série parava mesmo na parte boa? A frustração que não era!] Por isso sou uma mulher feliz desde que tenho Netflix (ou uma couch potato, mas isso são outros quinhentos).

Apesar de não ter um arquivo tão composto como o Wareztuga, por exemplo, no Netflix encontram todas as séries com a assinatura Netflix, naturalmente, tais como House of Cards, Orange is The New Black, Narcos, entre outras. Assim como uma secção bastante rica de documentários e outra um pouco mais pobre de filmes (mas boa para 'desenrascar' num domingo à tarde). Para já vou falar-vos de duas séries que podem ver por lá e duas que não, mas que vale bem a pena sacar.

Narcos


Esta é uma das séries originais da Netflix que me agarrou do princípio ao fim. Não descansei enquanto não devorei os dez episódios. É a clássica luta do bem contra o mal, mas neste caso longe de ser literal, porque transmite bem as motivações e as lutas de ambos os lados. A história de Pablo Escobar continua a ser fascinante nos dias de hoje, e penso que assim perdurará, porque ele conseguiu atingir um poder e uma riqueza com que a maioria de nós nem sonha. Mas com um gigantesco preço a pagar, como é óbvio.


O narrador da história é um dos agentes da DEA que combate o narcotráfico na Colômbia e que, mais tarde, vai perseguir o próprio Escobar. A série desenrola-se a um ritmo rápido, com o ambiente e as músicas da Colômbia como pano de fundo. E eu, apesar da elevada criminalidade, pobreza e desgraça, não consigo deixar de sentir uma certa atracção pela América Latina.


Se ainda não vos consegui convencer, e aqui dirijo-me em específico para o público feminino que me lê, vejam-me estes agentes da DEA. Refiro-me aos dois da direita, em que se inclui o nosso querido Oberyn, que partiu de Game of Thrones demasiado cedo, mas que felizmente não saiu do pequeno ecrã em definitivo.

A segunda temporada de Narcos recomeça já em Julho e eu estou bastante curiosa para saber o que vai acontecer. Além daquilo que já nos dita a história, claro está.

Scream


Faço já aqui a ressalva, isto não é uma boa série per se, mas tem sido o meu guilty pleasure nestas últimas semanas. Eu sou bastante apreciadora de filmes de terror, desde miúda, e já corri quase todos. Incluindo aqueles cheios de clichés. Com um grupo de adolescentes em que cada um corresponde a um estereótipo, por exemplo. Em que temos a menina popular mas boazinha, a popular mais sluty, o geek porreiro, o atleta vazio, and so on. Se apreciam o género e um bom filme de terror à antiga, como The Texas Chain Saw Masacre (2003) ou o clássico Scream, então esta série pode ser boa para vocês. Não boa, boa, mas agradável de ver. Vocês percebem.


A série, à semelhança dos filmes Scream, começa logo com um assassínio. A premissa é a mesma, a história também. Pode-se dizer que é ao género das Pretty Little Liars, mas com acção. As perseguições na maioria das vezes acabam em mortes e isso, apesar de horrível, torna-se mais entusiasmante de ver. Os actores são fraquinhos, assim ao género dos putos dos Morangos com Açúcar, o que torna a série um bocadinho sofrível no início. Mas à medida que os episódios vão passando, ou eles se tornam melhores ou eu me habituei à parca qualidade da representação.


De qualquer forma, acabei por ficar estranhamente viciada nisto e dou por mim ansiosa que comece a segunda temporada, o que acontece já a dia 31 deste mês. 

Vinyl


Não sei como ainda não vos falei desta série, porque tem sido a que me deu mais gozo assistir nos últimos meses. Para os amantes de música é obrigatória, já que se pode dizer que esta é a verdadeira personagem principal da narrativa. A música não só domina a vida dos personagens de que fala a história, como invade o ecrã com muitas e boas sonoridades dos anos 70. Não raras vezes deu-me vontade de me levantar do sofá e começar a dançar.


Com Martin Scorsese e Mick Jagger como produtores executivos, só podia sair daqui uma grande série. E depois junta-se a isto o excelente papel de Bobby Cannavale, cuja interpretação do Richie Finestra faz a série. Também gosto muito de ver os trapinhos da Olivia Wilde, que consegue tirar o melhor que a moda dos seventies tem para oferecer.


Em poucas linhas, a série baseia-se na luta de Richie Finestra, um executivo de uma editora discográfica que a tenta salvar a todo o custo da falência. Muita música, dança, drogas e sexo é o que nos reservam os dez episódios da primeira temporada. O único ponto negativo que tenho a apontar à série é que por vezes falta um fio condutor mais forte. Às vezes parece que o enredo anda um bocadinho às aranhas, o que numa primeira temporada de uma série não faz grande sentido. No entanto isso é facilmente esquecido com os bons desempenhos dos actores (com destaque para Bobby Cannavale) e pela magnífica banda-sonora.

Girls


Como assim ainda não vos falei de Girls? Grande falha minha. O que dizer desta série criada e protagonizada pela Lena Dunham? Ao contrário da maioria das histórias sobre mulheres, aqui não vemos bonequinhas, totalmente seguras de si e com a vida encaminhada. Não, vemos mulheres como nós, a entrar na idade adulta aos tropeções. E isso é refrescante. Chega de mulheres perfeitinhas que não têm um dia de mau cabelo, que nunca exageram no número de copos que bebem, que não cometem um erro que seja. Isso não é a vida real e às vezes é bom ver alguém com quem nos possamos identificar na televisão, para variar!


É óbvio que esta série também tem o seu toque de exagero, ou não fosse entretenimento. Cada personagem tem um certo grau de loucura, mas eu adoro isso. Nunca dá para prever para onde a série se encaminha, o que vai acontecer a seguir. Por isso nunca fica aborrecida. E depois é a banda sonora, os personagens tão bem construídos e Nova Iorque como pano de fundo. Só tenho pena que os episódios sejam tão curtinhos (cerca de vinte minutos) e tão poucos (dez por temporada).


O que eu gosto em Girls é que as protagonistas são todas muito diferentes, seja a nível de personalidade ou estético. Não são as bonequinhas perfeitas de Pretty Little Liars. A Hannah (Lena Dunham) tem um corpo que está longe de ser perfeito, mas aparece nua imensas vezes ao longo da série. As cenas de sexo também são bastante cruas e realistas. Longe das carícias delico-doces em baixo do lençol com uma música melosa que se vê nas comédias românticas. E isso é muito refrescante de ver na TV. Já li algures que só vai haver mais uma temporada e tenho mesmo muita pena caso isso seja verdade.

Então e vocês, que séries é que não conseguem parar de ver?

A mulher de vermelho que pôs a internet em rebuliço


Quem olha para esta foto dificilmente adivinharia que a modelo que capta todas as atenções tem nada mais nada menos que 19 anos. Sim, e só faz os 20 em Outubro. Sou eu a única que aos 19 anos (e temo que ainda aos 26) estou longe de parecer tão adulta e segura de mim?

Enfim, invejas à parte, Bella Hadid conseguiu obter protagonismo por conta própria ao longo desta edição de Cannes, sem estar à sombra da famosa irmã, Gigi Hadid, ou do namorado, The Weeknd. Na verdade, acho que ela tem uma beleza singular, diferente da irmã, que se aproxima mais do estereótipo bombshell

Quanto ao vestido, criação de Alexandre Vauthier, acho que lhe caiu que nem uma luva e não pôs as pessoas a falar apenas porque chocou, mas porque lhe ficava realmente incrível. Foi dos momentos mais marcantes que se viu na passadeira vermelha nos últimos largos tempos (é minha impressão ou tem andado tudo muito assim assim?).


O segredo já foi revelado. Por baixo do vestido ultra-revelador, Bella tinha um body que não deixava antever (ainda) mais do que o suposto. Gosto de como todos os acessórios complementam o vestido sem lhe retirar o protagonismo.


Não é um vestido fácil de usar. Tem tudo. Decote à frente e atrás, cintura marcada, mega racha, é vermelho e o tecido é ligeiramente brilhante. Mas ela, com as pernas de dois metros (passámos para a parte da inveja outra vez?), o corpo elegante e as feições invulgares, soube usá-lo na perfeição.


Gostei ainda mais do vestido nude que Bella usou em Cannes que do vestido vermelho. O intricado detalhe da criação de Roberto Cavalli é soberbo. Nunca diria que era deste estilista. Normalmente acho que tem uma queda para os excessos (quando não resvala mesmo para o brega).


É difícil dizer se é mais bonito à frente ou atrás, mas gosto muito dos detalhes na zona das costas.


Daquilo que vi da passadeira vermelha em Cannes, sem dúvida que Bella foi quem me impressionou mais. A Blake Lively também teve bons momentos, mas outra quota parte de flops. E a Kendall Jenner desapontou. Não teve nem um vestido que estivesse perto de ser memorável.

Quanto a Bella, normalmente tem um registo interessante na passadeira vermelha, mas costuma ser mais discreto e minimalista. No dia-a-dia tem um estilo com clara inspiração nos anos noventa que, apesar de ser uma das décadas que menos gosto em termos de moda, não deixa de me agradar.

Red Carpet


Outro dos looks de Cannes. Nada de tão espectacular como os outros dois, mas ainda assim interessante e diferente do que se costuma ver. Gosto como os penteados dela conjugam sempre bem com as indumentárias escolhidas.


Nos Grammys com o cantor e namorado The Weeknd. Aqui num registo mais minimalista mas, ainda assim, deslumbrante.


Mais um vestido minimalista, mais uma aposta ganha.


Sou a maior fã de nude, acho que é um dos tons mais elegantes de sempre. Este vestido corria o risco de ficar demasiado simples, caso não estivesse tão "bem acompanhado" em termos de acessórios.

Street Style


Realmente numa modelo tudo fica bem, até peças difíceis como mom jeans e aquelas botas que de elegantes têm pouco. Nela gostei de ver tudo, especialmente o rabo-de-cavalo alto e os óculos-de-sol.


Alguém se lembra de usar camisolas com estampados gigantes do logo das marcas? Ou camisolas a mostrar a barriga? Pois, eu bem disse que ela gosta de usar tendências dos anos 90. E eu, que nunca pensei voltar a gostar disto, admito que lhe ficam lindamente.


É uma mistura estranha, mas acho que tem tudo a ver com ela e lhe fica bem. É isto, perdi o discernimento. 


Se há uma boa maneira de usar um camisolão de Inverno, é esta. Mais uma vez, destaque para os óculos-de-sol, que ajudam a tornar o look ainda mais especial.

Pois é, Bella tem muito mais na manga que o vestido vermelho. E, ou muito me engano, ou é bem capaz de alcançar a irmã no que diz respeito a notoriedade no mundo da moda.

Em Lisboa come-se bom ceviche

Quem me acompanha no Zomato (aqui) sabe quais têm sido as experiências gastronómicas que têm feito as minhas delicias nos últimos meses. Além do que tenho falado por aqui, dos sítios que experimentei em Évora e no Porto mais recentemente, também tive oportunidade de conhecer - e provar! - bons pratos em Lisboa ao longo deste ano. Hoje falo-vos do restaurante que pôs o ceviche nas bocas do mundo (no que aos lisboetas diz respeito, pelo menos), do cada vez mais aclamado Chef Kiko. 

A Cevicheria


Este é um dos restaurantes que tinha na wishlist (sim, eu tenho listas para tudo) e felizmente não saí de lá com as expectativas goradas. O espaço é pequeno e é imperativo ir para lá bem cedo. Nós fomos às sete e por volta das oito já estávamos sentados. Mas vi gente que já estava à espera quando nos sentámos e quando nos levantámos para ir embora ainda lá estava. Isto agrava-se quanto maior é o grupo, naturalmente. Por isso o conselho que dou a quem queira experimentar este espaço tão concorrido é este: ir bem cedo. Especialmente se forem no fim-de-semana, como nós fomos.


Para começar pedimos dois Pisco Sours, o cocktail típico peruano que leva pisco (uma espécie de água-ardente), limão, açúcar, clara de ovo, gelo e uma pitada de pimenta. Não é o meu cocktail preferido (serei sempre fiel a ti, mojito!) mas é bastante bom e acompanha o ceviche na perfeição.


Começámos bem pelo couvert, que inclui duas fatias de pão tostado e pão de milho da casa, acompanhados por uma quantidade generosa de milho peruano, a cancha, ligeiramente salgado. Gostei muito da manteiga com ervas e também do molho que vinha para mergulhar o pão.


Como foi a primeira vez na Cevicheria optámos pelo menu de degustação - na minha opinião a melhor maneira de conhecer o ADN de um restaurante - que inclui seis pratos. Começou com um belíssimo gaspacho de vieiras, que inclui tapioca, lima e ovas. Uma inusitada combinação, suave e surpreendente. Mas o melhor ainda estava para vir.


Este foi o meu prato preferido de toda a refeição. Isto porque sou fã de ceviche e este foi sem  dúvida o melhor que comi na vida. O nome do prato, ceviche puro, não vem por acaso, dado que esta é a receita tradicional da iguaria peruana. Leva peixe branco da época, puré de batata doce, cebola, algas e leite de trigo. Só não lambi o prato porque, apesar de estar deliciada, ainda tenho maneiras.


Começo por fazer a ressalva que não sou a maior fã de atum. Gosto, mas está longe de figurar entre os meus peixes preferidos. Por isso este ceviche não me agradou tanto quanto poderá agradar a outras pessoas com mais afinidade pelo bicho, diga-se. No entanto, não foi por isso que não me soube bem, especialmente por conter uma mistura tão invulgar de ingredientes: atum, foie gras, líchias, avelãs e leite de tigre com beterraba. É uma surpresa constante para o palato, isso vos garanto.


O quinoto do mar é um dos ex-libris da carta, que estava para ser substituído mas perdura por insistência da clientela. E ainda bem, senão nunca o teria chegado a provar! Acho que nunca tinha provado um prato que fosse uma metáfora tão boa do que é o mar. Sim, acho que é essa a maneira de o descrever. A espuma de ostras e kambu é óptima e pode remeter-nos para a espuma das ondas, e depois temos o peixe branco, o berbigão, o mexilhão e o camarão a representar a riquíssima fauna do oceano e até as algas que nos dão um cheirinho da sua flora. É uma belíssima alegoria, mas uma iguaria ainda melhor. Vale a pena visitar o restaurante só por isto.


O último prato (sem contar com a sobremesa) foi a causa de polvo. A causa é um prato peruano à base de batata. Neste caso incluía polvo assado, puré de batata preto, cebola, pimento padrón, courato e molho BBQ (e por cima deu-me ideia que tinha pipocas - sim, pipocas!). É um óptimo prato, bem executado, mas admito que não me causou o espanto dos outros. Para os apetites mais convencionais penso que é das melhores apostas da carta.


A sobremesa confirmou-me que este é um restaurante de excelência. Se há algo que me irrita é quando um bom restaurante se esmera em tudo e se esquece das sobremesas - é tal e qual como um bom livro com um final menos bem conseguido - mas este está longe de ser o caso da Cevicheria. Esta sobremesa leva cremoso de chocolate (uma mousse bem intensa), crumble de amendoim, bolo de banana e caramelo salgado. E se a combinação de ingredientes só podia resultar numa sobremesa bem deliciosa e decadente, as texturas não ficam nada atrás. Só pecou por não vir em maior quantidade (isto é a minha gula a falar - não liguem).

Resumindo e concluindo, foi uma óptima experiência, que deixou muita vontade de regressar. Os preços são salgadinhos, mas justos, o que faz deste restaurante o sítio ideal para comemorar uma ocasião especial.

Diário de bordo - Dubai 6 - Burj Khalifa

Ainda não escrevi um post este mês e isso deve-se a ter estado no Dubai até dia 9. Depois meteram-se os meus anos, um espectáculo do meu namorado, e agora que vos escrevo já estamos a meio de Maio. Por outro lado, sinto que tenho uma catrefada de posts para escrever, o que inclui a segunda ida ao Dubai, obviamente.

O Burj Khalifa visto da piscina da Millennium Tower, onde a minha irmã vive

Caso ainda não tenham reparado, eu adoro aquele destino. É bonito, moderno, bem cuidado, está sempre a expandir-se e a mudar e tem gente de todos os cantos do mundo. E sim, isso é interessante, quando no mesmo dia damos por nós a falar com pessoas do Irão ou de Los Angeles. Óbvio que não são tudo maravilhas, mas quando se vai em turismo só se conhecem as partes boas (daí não haver  quase nada melhor na vida que viajar). 

Quando estive lá em Novembro subi ao famoso Burj Khalifa com a minha irmã. Este é o maior arranha-céus do mundo e o monumento mais icónico do Dubai. É possível avistá-lo de vários pontos da cidade, e é giro vê-lo a erguer-se no céu como uma agulha e a mudar consoante a luz que incide sobre ele ao longo do dia.

Eu no 124º andar do Burj Khalifa

A vista lá de cima é bastante impressionante. Apesar de eu não ser fã de alturas, não me fez grande impressão, porque parece que estamos a olhar para a maquete da cidade. Mas quando me punha a pensar no quão alto estava, admito que me dava um calafrio. Mas a vista é soberba. Acho mesmo que esta é uma experiência que não se deve deixar passar quando se vai ao Dubai, a de subir ao edifício mais alto do mundo. 

A vista do 124º andar, que fica a 456 metros de altura, para as fontes que rodeiam o Burj Khalifa

O Burj Khalifa tem 828 metros de altura (quase um quilómetro!) e pode-se subir até ao 124º andar ou até ao 145º (que é bem mais caro). Eu subi até ao 124º andar e fiquei estupefacta com a vista. No skydive, outra das atracções mais icónicas do Dubai, salta-se a uma altitude de quase 4000 metros. Ou seja, apenas dez vezes isto, coisa pouca! Só de pensar nisso já estou arrepiada. Mas o mais incrível é que, apesar de saltarem dezenas de pessoas por dia, para se "usufruir" desta experiência é preciso marcar com meses de antecedência. Para eu ir teriam de me apontar uma arma à cabeça.


É impossível não tirar mil e uma fotos quando se está lá em cima.


As estradas do Dubai são ainda mais impressionantes vistas desta perspectiva.

Desta vez subimos lá acima de outra maneira. Fomos ao lounge do At.mosphere, que fica no 123º andar do Burj Khalifa e que é, naturalmente, o restaurante mais alto do mundo.


Apesar das fotos não fazerem jus ao espaço, a vista é realmente fabulosa e foi engraçado poder usufruir dela novamente, mas desta vez de noite.


Algumas curiosidades:
- Este monumento começou por se chamar Burj Dubai, mas como o Khalifa do emirado vizinho, Abu Dhabi, fez um empréstimo avultado ao Dubai, mudaram o nome para Burj Khalifa, que significa a Torre do Khalifa.
- Com a quantidade de aço utilizada para construir o Burj Khalifa dava para construir uma estrada que percorresse 1/4 da circunferência da Terra.
- A partir do topo do edifício é possível avistar países vizinhos, tais como o Irão e Omã.
- A quantidade de energia eléctrica utilizada no Burj Khalifa corresponde ao gasto de 500 mil lâmpadas de 100 watts ao mesmo tempo. Além disso, este monumento consome um milhão de litros de água por dia.

Regresso a Gossip Girl


Este mês aderimos à Netflix e, por piada, pus-me a rever o primeiro episódio de Gossip Girl. Dou por mim e continuo a ver a série (que já aqui admiti o quão fraquinha é) e outra vez a babar-me com as roupas da Blair e da Serena. Bem, nem todas. Há tendências que o Gossip Girl lançou para o mundo que nunca deviam ter ido para o pequeno ecrã sequer. Como os infames collants coloridos ou com padrões psicadélicos, os mega decotes da Serena ou absolutamente tudo o que a Vanessa veste. 

Mas é bom rever Nova Iorque, os apartamentos lindíssimos delas, os brunchs, as festas temáticas da Victoria's Secret e da Tiffany's. Se não acreditam em mim, vejam as fotos que seleccionei e digam-me se não continuam a ser inspiradoras (fashionwise) nos dias de hoje.

Estão preparadas? É que isto vai ser longo.

1ª Temporada


A primeira cena da série começa com Serena a chegar à Grand Central (que originou muitas fotos de turistas depois) neste conjunto que, apesar de ser bastante simples, lhe fica lindamente. Também com aquele corpo e aquela cabeleira loura, não há nada que possa ficar mal.


Esta foto também é do episódio piloto e vê-se bem a diferença das personagens ao longo da série. Mas ainda hoje continuo a gostar muito deste vestido rendado da Anna Sui que a Blair vestiu logo no início e tenho pena que o estilo dela não tenha seguido mais por aí. Com um lado preppy, mas sem deixar de ser sexy e elegante. A certa altura acho que se tornou demasiado caricatural. Com roupas muito garridas e demasiado old lady para o meu gosto.


Duas imagens de marca do Gossip Girl: bandoletes e collants com padrões. E sim, na altura, eu gostei disso tudo. Já foi em 2007. Tinha 17 anos e estava em pleno secundário. Nem acredito que já passaram quase dez anos!


Este foi o conjunto com que Blair foi patinar no gelo no episódio do Natal, Roman Holiday. Porque ela parece sempre uma bonequinha em qualquer circunstância. Adoro e continua perfeito aos meus olhos até aos dias de hoje.


Adoro o vestido, adoro estes dois, apesar de serem o casal mais dramático da televisão. Lá para o final já não os suportava, mas nesta altura do campeonato ainda torcia para que ficassem juntos.


Apesar de elas serem muito diferentes uma da outra, não há como não gostar da amizade da Serena e da Blair, que é uma relação praticamente de família. E a cama king size da Blair com lençóis de seda? Digna da princesa do Upper East Side.


Estão a ver a bandolete amarela da Blair? Eu tive uma igual. E uma branca também. Vá, sem comentários por favor.


Na altura adorei este conjunto e teria-o usado na íntegra as vezes que pudesse. Hoje já não. Aliás, posso dizer que não usaria nenhuma peça. Mas nela continuo a achar uma certa graça.


Actualmente gosto ainda mais do estilo da Lily (isso significa que estou velha, hum?). É absolutamente refinado, simples mas luxuoso. E aquela Birkin em ostrich leather? É maravilhosa.


À luz dos dias de hoje acho estes dois vestidos bem pirosinhos. Mas gosto de ver nelas. Acho graça como, até com vestidos de gala, ambas as personagens conseguem ser fiéis ao seu próprio estilo. Isto é, a Blair com ar de menina e uma bandolete a enfeitar a cabeça e a Serena com o seu tradicional decote até à alma.

2ª Temporada


Apaixonei-me por este vestido quando o vi pela primeira vez e hoje continuo a gostar tal e qual. Usava-o sem sombra de dúvida. Mas usava muitas vezes. Para mim é das peças mais memoráveis da série.


Cá está. A Blair toda menininha e a Serena toda decotada. O habitual, portanto.


Gosto muito deste fato-de-banho de inspiração retro que a Blair usou no episódio passado nos Hamptons.


Ainda na white party, a Serena numa vibe deusa grega. Tem tudo a ver com ela e fica-lhe lindamente.



Este Hervé Leger às riscas brancas e pretas em conjunto com os acessórios dourados e o batom vermelho escuro fica espectacular. É outro dos meus conjuntos favoritos da série.


Nunca usaria o vestido da Blair, mas nela adoro. E a mala horrorosa da Serena? Dói-me a alma saber que é Chanel. Ninguém compra uma mala de designer tão espalhafatosa. Ou sou eu que penso assim porque sou pobre?

3ª Temporada


A dupla glamorosa como sempre. Ah, e a Dorota.


Gosto muito quando a Serena usa estes vestidos à Deusa grega. Já não sou tão fã do estilo boho que insiste em usar volta e meia e que a faz parecer vinte anos mais velha, mas isso são outros quinhentos.


São a definição de power couple. Quando se deixam de merdinhas e assumem que gostem um do outro. Mas claro que isso na série demora cerca de mil anos a acontecer.


Em tempos tive uma mala daquele género da Lollipops, que adorava de morte. É, este post está-me a fazer relembrar praticamente todos os fashion crimes que cometi. O que eu faço por vocês.


Este conjunto prova que é possível usar leggings sem perder a classe. Desde que não sejam transparentes, lá está.


Este vestido, ainda que com os acessórios correctos, tem assinatura de Victoria Beckham e continua a ser lindo actualmente. Pelos menos eu acho.

4ª Temporada


Esta temporada começa em Paris e, apesar do enredo já estar completamente gasto, não pude deixar de delirar com as roupas, as paisagens, os macarons e todo o ambiente parisiense. Estou com muita vontade de rever estes episódios. E de conhecer a cidade pelo meu próprio pé, diga-se.


Mais Paris. Com direito a compras na Chanel e a conjuntos maravilhosos. Sim, até das pantalonas da Serena gosto. Mas jamais usava. Jamais.


Terapia de compras é isto. Não é ir à Zara e comprar três peças. É isto.


O momento em que estes dois se reencontram. Desconheço o que se tenha passado, mas gosto do vestido da Blair.


E a Serena que fica tão melhor quando não anda com tudo à mostra? Uma autêntica diva.


Se há coisa que o stylist de Gossip Girl não tem receio é de usar e abusar na cor. E aparentemente também não se coíbe de escolher malas horríveis, como podemos ver por esta foto e tantas outras da série.


A Blair com mais um vestido da Victoria Beckham que lhe encaixa que nem uma luva. Só os sapatos é que não compreendo o que fazem ali, mas de resto está perfeita.


A Blair a acordar ao estilo da Holly Golightly do Breakfast at Tiffany's (o filme preferido da personagem, by the way). 


Quando Chuck finalmente diz as tão esperadas três palavrinhas a Blair. E ela infelizmente está com um casaco verde e uns sapatos amarelos nesse momento. Isto nunca ficou bem.

5ª Temporada


Tirando a mala gigante e num azul-turquesa demasiado garrido, gosto muito deste conjunto da Serena. É girly e juvenil, sem abusar da sensualidade para variar.


Um dos raros momentos de descontracção de Blair na despedida de solteira (do casamento que nunca veio a acontecer).


Quando todas as personagens já se tinham enrolado umas com as outras e partiram para o casal mais improvável (e com menos química) de sempre: a Blair e o Dan. Estão a ver por que perdi o interesse na série?


Gosto muito deste vestido e acho a Blake linda. Só tirava aquele enfeite de cabeça (que não é bandolete não é nada).


Acho o vestido laranja da Dior Couture que a Blair usou no baby shower absolutamente maravilhoso. Não sou fã da maioria das escolhas da Blair, mas a verdade é que os conjuntos mais memoráveis da série são os dela.

6ª Temporada


Para chegar à sexta e última temporada é preciso ter um quê de masoquismo. Ou gostar mesmo muito das roupas, dos cenários e da banda sonora da série. Que é o meu caso. Principalmente das roupas. Estes vestidos são ou não são maravilhosos?


A Blair fica tão bem quando não se veste de velhinha. Devia ser sempre assim.


É incrível como duas alunas do secundário (ou, nesta altura da série, na faculdade) vão a tantos eventos que requerem vestido de gala. Não só é incrível como inverosímil. Mas quem é que quer saber quando elas usam vestidos destes?

E, finalmente, o final feliz...


A Serena e o Dan casam-se. E o Dan é a Gossip Girl! O que é a coisa mais rebuscada de sempre. O vestido da Serena tem tudo a ver com ela. Nunca poderia ser um vestido de noiva tradicional.


Para quem não sabe, a Blake Lively (que interpreta a Serena) e o Penn Badgley (o Dan na série) namoraram na vida real. No final da série já estavam separados e tiverem de representar que se casavam. Quão retorcido deve ser isso?


Quem também se casa, para gáudio dos espectadores, é o Chuck e a Blair. E a Blair escolhe um vestido do Elie Saab para a ocasião. Uma escolha muito mais arrojada do que eu esperava.


Além de se casarem, a Blair e o Chuck ainda têm um mini Chuck amoroso.

A quem me acompanhou até aqui (só os fãs mais incansáveis, suponho), que séries é que vos inspiram a nível de estilo? Sem ser o clássico Sexo e a Cidade, claro.